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9 de maio de 1874: nasce em Kensington, Londres, Howard Carter, filho caçula de Samuel Carter, pintor de cavalos e cães de caça. O menino cresce em Swaffham, no interior da Inglaterra, e aprende a desenhar com o pai, sem passar pela escola formal.
1891: aos 17 anos, embarca para o Egito como desenhista contratado pelo Egypt Exploration Fund (Fundo de Exploração do Egito). Copia em papel as pinturas das tumbas de Beni Hasan, à luz de espelhos.
1892: trabalha com o arqueólogo Flinders Petrie em Amarna e aprende a escavar camada por camada, anotando a posição de cada caco.
1899: aos 25 anos, vira inspetor-chefe de antiguidades do Alto Egito, responsável pelos monumentos do sul do país, incluindo o Vale dos Reis.
1905: em Saqqara, turistas franceses brigam com os guardas de um sítio. Carter defende os guardas e se recusa a pedir desculpas. É transferido e, meses depois, pede demissão. Passa anos vendendo aquarelas a turistas em Luxor.
1907: o diretor do serviço de antiguidades, Gaston Maspero, apresenta Carter a George Herbert, quinto conde de Carnarvon, um aristocrata rico que quer escavar no Egito. O conde passa os invernos em Luxor por ordem médica, depois de um acidente de carro, e precisa de alguém que saiba cavar.
1912: o americano Theodore Davis, dono da licença do Vale dos Reis havia 12 anos, publica que o vale está esgotado.
1914: Davis devolve a licença, e Carnarvon fica com ela. A guerra adia os trabalhos, e Carter passa três anos como mensageiro e tradutor do exército britânico no Cairo.
Outono de 1917: Carter volta ao vale com operários, cestos e um plano: cavar até a rocha um triângulo de terreno entre as tumbas de Ramsés II, Merneptá e Ramsés VI.
Entre o lápis de Samuel e a licença de Carnarvon passaram 40 anos. A seção abaixo conta os cinco invernos sem tumba e a conversa no castelo de Highclere que quase encerrou tudo.
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